terça-feira, outubro 10, 2006

A necessidade de que o meu coração transborde de amor é tão latente que por medo de que ele o faça erroneamente, minha consciência tenta inutilmente filtrar as gotas que nele respingam, mas assim como é incontrolável a tempestade, é incontrolável também as gotas de uma paixão! (piegas, mas real!!!)
É nele que me encontro na maior das minhas alegrias, que é o sorriso dos meus amores. É por ele que eu luto, é por isso que me enrosco, é por essa que me fodo! Pelo sorriso dos meus amores!!! Um simples sorriso, um sorriso natural!
Acho que estou precisando fazer meu amor sorrir mais... a razão está usando meu coração de marionete para as escolhas errôneas que ela faz, pois tudo que é feito só com a razão, não tem razão de ser.
Um coração dominado pela razão é a pior enfermidade que uma pessoa pode ter, é o câncer da alma.
INCURÁVEL!!!
Amo-te,
por um só.
Quero-te,
por um só.
Desejo-te,
por um só!
Por um só,
anseio
ter e ser
com você
Um só!
Assim que é a nossa vida,
cheia de escolhas.
Uma escola
de escolhas,
uma universidade
de opções,
um trabalho
de emoções
que poderiam
se resumir
em um só:
O amor.
Pleno por um só!

segunda-feira, abril 17, 2006

pés
voam cabeças
desgrudadas
idéias
tantas borboletas
de cores que
olhos enxergam
ouvem os ouvidos
música
e prazer
no coração
pulsa
o cérebro
pára
de pensar
a amar
passa
as mãos
no veludo
e toca
música

Marina Kfouri

segunda-feira, março 27, 2006

rô,
que
rô que
rompe o que
quero?
que,
rô?
A vontade
de
te ter
é maior
que a
de
te ver,
mas é menor
que a
de te
querer.
Quero te
para te
fazer te
bem.
Pensar em vc é quase como sobrevier...
É como respirar
o ar
que me faz
sonhar.
É como
tocar a pele
que me faz
cantar.
É como
cheirar o perfume
que faz
Me.
É foda!

quinta-feira, março 16, 2006

Perdido...

A perda da consciência
da inocência do perdido
A eloqüência do vencido

A solidão do sólido
limita a mente
que sente
não ter
forças
para mudar
a consciente
situação
de estar
perdido
e
fodido...

queria poder saber o caminho
queria saber o sentido
adoraria viver por um motivo
mas se esse motivo for o amor
ele sempre, sempre vai acabar
porque assim como a certeza da morte
o amor sempre acaba em despedida

a demissão do amado
o amado amor demitido
depravado e omitido amor
inquieto e calado amor

preciso pensar sobre isso.

A perda da identidade que achei que tinha criado durante esses anos de composição do meu ser. A derrocada do sistema que sustentava essa identidade ruiu e agora precisa ser refeita, ou bem feita pela primeira vez. A aceitação de que uma identidade se foi é uma merda, é uma bosta, é um buraco ocupando o caminho.

Preciso soltar a cabeça pra que ela me deixe ser guiado pelas emoções e os sentimentos que afloram a cada minuto, e olha que são deveras. Se ficar tentando racionalizar os sentimentos eles sempre serão controlados, pudicos, mesquinhos, pequenos.

A identidade só alcança a plenitude quando ela consegue criar e digerir seu próprio alimento que nada mais é que ela mesma. A identidade precisa se sustentar para que ela consiga se ver nas pessoas e conseqüentemente no mundo. Como eu ouvi hoje nada mais é que o espelho daquilo que você é, as pessoas.

Tirar as mascaras que ainda me restam para que consiga respirar o verdadeiro ar que me sustenta.
Descamar a pele “micosada” para aliviar os poros da sujeira depreciatória que me encobre.
Cuspir as mazelas digeridas ao longo da longa refeição que fiz de mim.
Defecar o alimento da minha alma enfezada.
Preciso disso para me libertar de mim, para me achar ou achar um eu que anda perdido...

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

O que será que é o ciúme?
Um distúrbio de caráter,
uma inconsciência mater,
ou só uma vontade de ter?

Não sei.
Só sei que é uma merda!
Fiquei sabendo
que a paciência
não é a ciência da paz
e sim a consciência
do fingimento
de que você não está puto,
muito puto.
Puto
a ponto
de por
um ponto
na puta dor
desse ponto.
Pronto!
Puta!

Lamento,
mas cara,
essa dor não vai sarar
sem antes você mudar
e aceitar
que as mazelas
vem para o bem
e para o mal também!

Fodam-se todas elas!

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Depois de discutir a "relação" ou a falta dela, cada um foi para o seu lado. O moço, cujo estado emocional era similar ao de um infortúnio ser, se dirigiu até sua residência. Chegando lá caminhou cabisbaixo até o aparelho de som, localizado no centro da sala, inseriu um disco do Chico Buarque na vitrola e se desfez durante os 47 minutos e 13 segundos que durou a melodia.
Para ele o disco era uníssono e o som o fez desfalecer em prantos ao lado de um saboroso e gelado copo de cerveja.

Enquanto isso, a moça, que tomou o rumo contrário ao dele, resolveu encontrar a tertúlia para botar o papo em dia e se divertir ao redor de uma mesa de sinuca, localizada em algum boteco escuro num canto da cidade. No meio do deleite, regado a muito caldo de cevada e sucessivas hitórias, a moça do esmalte vermelho indagava os mistérios da raça masculina. Cada tacada uma pergunta. E as perguntas e as derrotas se confundiam na cabeça dos rapazes e tomavam proporções maiores, trazendo à tona questionamentos, indagações e vez em quando a discórdia.

A situação era perfeita - viera com sede de vitória e fome de saber. São 3 que a acompanham na jogatina suburbana. De fora, observava como perdiam o foco. Como um felino em sua caça, se deixavam levar pela presa mais próxima, que não necessariamente era a mais fácil - e na maioria das vezes não era mesmo. A amarela. Agora não, a roxa. Não não, melhor a verde. E foi assim durante a noite inteira. As roupas sujas de giz, a fumaça que entorpecia o ambiente engolida pela luz baixa e pendular, o suor da garrafa imitando o orvalho naquele tapete estendido liso e verde pela madrugada a fora, gargalhadas... O telefone toca. Todos param. Não, não era quem esperavam. E foi nesse momento que o amigo lançou a frase sacralizada, fruto do encontro dos dois protagonistas da história - "Não era à toa que ela estava acertando todas hoje...". E a patota caiu no choro de tanto rir...

sábado, fevereiro 04, 2006

Helena

Por que o seu sorriso me condena?
Por que a sua boca me conduz
ao desconhecimento
da luz

a vontade que tenho
é te ver
o
tempo todo
é te beijar
o
tempo todo
é te olhar
o
tempo todo
é te viver
o
tempo todo

topa o tempo todo
viver
todo o tempo
que
o seu sorriso
durar?!

Se topar
Eu
Caso!!!!!
Meu caso

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Paixão onde está você?
Onde te encontro,
pra me achar?

Não agüento mais o desencontro,
não sustento mais esse desconforto
de não ter mais você...

Cadê você
que foi se me dar tchau?
Que partiu sem ao menos acenar,
sem ao menos me deixar
te contemplar
Mesmo que por um minuto,
um segundo sequer...

Volta paixão!
Preciso de você.