Me pego agora de frente para o papel tentando fazer dele um canal de comunicacao comigo, um acesso direto ao mais profundo ponto da minha consciencia, ou melhor, ao mais profundo ponto da minha sem ciencia...
A ciencia que me proporcionou por tanto ntempo escrever livre de amarras, hoje me impede de expor as palavras sem antes barra-las na censura da minha fragilidade intelectual.
As palavras tem o poder de relatar os sentidos da alma e a quentura do corpo. Se uma delas falta, todas elas sao ilegais, ou melhor qualquer uma delas é irreal, desprovida de totalidade.
Mas hoje estou aqui para buscar nas letras algo que me tem faltado na conducao real da vida, que é concretude, solidez, pe no chao!
Solidez para exaltar as minhas crencas, concretude nas atitudes e pe no chao para firmar meu caminho. Depois de metade da vida caminhada ainda sinto falta das redeas sob meu dominio, sinto falta do volante no meu colo.
Sao tantas as concessoes que fazemos a ponto de nao notarmos nosso papel, nossa responsabilidade no complexo jogo da vida ao qual nos inserimos. Nos colocamos como vitimas de nós mesmos, transformando as desculpas, que deveriam ser raras, em justificativas para nossa mediocre forma de viver. Uma vida amebada descompassada dos nossos desejos...
sexta-feira, março 15, 2013
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