É o fim! Como tudo na vida, chegou o fim dessa minha relação. Minha relação com a mãe do meu filho, minha relação com a mulher que mais ensinou a ser homem, minha relação com a pessoa que mais amizade pude declarar.
A proximidade que tivemos um dia era natural, era normal, era real. Perdemos a necessidade de nos relacionar, perdemos a vontade de dividir as situações. As boas situações, as situações corriqueiras, cotidianas, diárias. Fugimos um do outro para ver se a ausência pudesse nos trazer a presença da saudade e que essa saciasse a fome que tínhamos um do outro. A fome de estar junto, de viver junto e de conviver.
Fomentar o amor no casamento é gerar a necessidade constante de se saciar com a convivência do outro para que o bem estar gerado por essa alimentação amorosa nunca seja plenamente saciada, para que assim continuemos, até que a morte nos separe, a conviver para sempre.
Precisávamos ter mantido a necessidade e não chegar ao ápice do consumo...
O casamento é uma condição rotineira que impede que a paixão prevaleça e facilita que o amor se sobressaia, pois só o amor consegue ser ao mesmo tempo paciente e compulsivo, reflexivo e intuitivo, voraz e dócil.
O amor é, a paixão está...
O fim do amor, entretanto pode gerar a aparição da paixão e conseqüentemente ela ser consumida nos moldes do amor que já vivemos, mas isso é coisa que nem sei, , , , ,...
sábado, dezembro 10, 2005
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
2 comentários:
interessante...
de certa forma o meu post esbarra na complexidade sutil do seu.
ensueño y reales.
o sonho não precisa necessariamente se opor à realidade, não é!?
Quando a Realidade é a tal, é tudo, ela abarca esse Enseño.
Assim como o Dia. que pode se opor à noite ou ser, simplismente, Dia. Noite e Dia. O todo.
vou até postar isso agora...rá
Enviar um comentário