quarta-feira, dezembro 21, 2005

Praticar a paciência! esse é o exercício mais complexo que devo fazer agora... paciência... ciência da paz, ciência da serenidade, ciência da consciência de ser tranquilo... AHHHHHHHHHHHHHHH
She had black hair like ravens crawling over her shoulders
All the way down
She had a smile that swerved
She had a smile that curved
She had a smile that served all over the road
It's all wrong all wrong
All wrong all wrong
She had a way of making people feel good to be around her
As it should be
It's all wrong all wrong
All wrong all wrong
All wrong
And when she laughs I travel back in time
Something flips the switch and I collapse inside
It's all wrong all wrong
All wrong all wrong
All wrong

Sandman (Morphine)
Tô doente.
Doença de gente,
doença da mente.

Chama desamor,
ou falta dele.
De amor.

Aquele que provoca na gente
a doença de gente
chamada amor.

Tô doente de gente.

Não agüento mais
a mente,
ela não me deixa gostar
de gente.

Mas isso acaba
e quando acaba,
volto a ser doente.

Doente de gente
e da mente.

Amo, gente!
Amo,
Porra!!

quinta-feira, dezembro 15, 2005

A dor física dói,
dói no corpo,
a dor da mente dói,
mas dói na alma
e nada mais doloroso
do que uma alma com dor,
uma dor que dói,
uma dor que corrói,
uma dor que destrói.
Uma dor de doer
de verdade,
de crueldade,
de deixar doendo
uma alma,
que prefere a calma
de um beijo
à dor de uma paixão.

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Estou cheio de lagrimas no meu corpo, me sinto um aquário prestes a transbordar, um aquário doente, que não se sente presente no ambiente em que o botaram. O aquário que deveria ser o ambiente não só está transbordando, mas também deixou de ter a sua principal função, e, deixando de se perceber como um ambiente que o é, ele nada mais é do que um aquário que irá transbordar. De lágrimas...
Quando o aquário deixou de se perceber um ambiente ele fez com que o ambiente que o cerca não o use mais como um aquário, pois nem ele mesmo se considera um. Quando um objeto deixa de se perceber ele necessariamente deixara de ser percebido por aquilo que ele anteriormente se percebia. O contexto muda, simplesmente porque não tem mais aquário e nem quem o perceba como, ele muda de função e se não for reaproveitado será expelido pelo ambiente.
Com os seres humanos também acontece isso. você é aquilo que os outros acham que você é somado a sua percepção do que você é para os outros. Ao passo que se você deixa de se perceber no que os outros acham que você é, das duas uma, ou você reconstrói a imagem nos outros daquilo que você quer ser ou você está fora.

terça-feira, dezembro 13, 2005

Sinto falta de pulo do coração
Parece que ele está parado,
Mas não
O desgraçado ainda luta
Tentando respirar
Tentando estar
Tentado sobreviver
Ao fato de não mais ser
E ter
Que viver
E conviver
Com a morte
Na poesia tenho encontrado minha sintonia
Tenho achado minha freqüência
Minha seqüência preferida

A ferida que me fez
A dor da perda
A dor da derrota
Não de se desfez
Ainda

E as palavras ritmadas
Sincronizadas
E organizadas
Tem acalmado as palmadas
Que o meu coração tomou

domingo, dezembro 11, 2005

Estou triste.
A tristeza passou
A musica que mudou ela de lugar
Mas ela ainda aqui está

Estava na minha alma no momento anterior
E agora, no presente momento, está deslocada
Está descolada do momento
Porque a música assim a deixou.

Quando a música acabar
E esse sentimento do momento cessar
Ela voltará
E permanecerá na minha alma
Pois é nela que a tristeza está
Na alma triste de uma pessoa triste
A perda como ela é.
É difícil perder, é mais difícil ainda saber que perdeu porque foi incapaz de vencer.
Me visto com as roupas que ela me deu, me sinto como se ela me deixou ser desse jeito que sinto ter e olho para o mundo com os olhos que ela me possibilitou enxergar...
O gosto da vida tem o sabor que ela me mostrou ao me dar o primeiro beijo.
Senti o sabor do amor.
O sexo com ela é o melhor que já fiz e toda vez é a melhor vez, é impressionante como nossos corpos já se conhecem, como nossos toques já são parte da estrutura da nossa sensibilidade.
Beijar seus seios é como tomar um copo d´água gelado num dia de verão, é mais que necessário, é pleno.
Sem seu ser, meu ser nada seria, ou seria um nada, um bosta. Construí-me da forma que pude para saciar suas maiores necessidades, me fiz para conseguir sanar suas mazelas, me tornei para assegurar seus desejos. Mas não fui capaz de mostrar. De deixar claro que isso tudo era só pra ela, que esse todo é todo dela. Quero chorar, mas não tenho lagrimas que escorrem na face para me socorrer...

sábado, dezembro 10, 2005

É o fim! Como tudo na vida, chegou o fim dessa minha relação. Minha relação com a mãe do meu filho, minha relação com a mulher que mais ensinou a ser homem, minha relação com a pessoa que mais amizade pude declarar.
A proximidade que tivemos um dia era natural, era normal, era real. Perdemos a necessidade de nos relacionar, perdemos a vontade de dividir as situações. As boas situações, as situações corriqueiras, cotidianas, diárias. Fugimos um do outro para ver se a ausência pudesse nos trazer a presença da saudade e que essa saciasse a fome que tínhamos um do outro. A fome de estar junto, de viver junto e de conviver.
Fomentar o amor no casamento é gerar a necessidade constante de se saciar com a convivência do outro para que o bem estar gerado por essa alimentação amorosa nunca seja plenamente saciada, para que assim continuemos, até que a morte nos separe, a conviver para sempre.
Precisávamos ter mantido a necessidade e não chegar ao ápice do consumo...
O casamento é uma condição rotineira que impede que a paixão prevaleça e facilita que o amor se sobressaia, pois só o amor consegue ser ao mesmo tempo paciente e compulsivo, reflexivo e intuitivo, voraz e dócil.
O amor é, a paixão está...
O fim do amor, entretanto pode gerar a aparição da paixão e conseqüentemente ela ser consumida nos moldes do amor que já vivemos, mas isso é coisa que nem sei, , , , ,...

domingo, dezembro 04, 2005

Sensações de uma cagada:
você senta com a esperança de que tudo ocorrerá bem, que todos os seus males físicos sejam expelidos e por água a baixo se vão dessa para uma pior. Se concentra com o intuito de juntar forças que consigam exilar aquilo que você não usa mais. Essas forças são provenientes de uma comunhão interna capaz processar conquistas nunca antes imaginadas. Mas quando sai, quando ocorre, a tal cagada, não ha mais o que fazer, não há mais o que forçar. O que era pra acontecer aconteceu, uma cagada. O odor que exauri é só a confirmação daquele esforço que você acabou de despejar no emprego desse trabalho e como todo trabalho sujo as conseqüências sempre perduram.

sábado, setembro 03, 2005

o toque na pele
esquenta o cerne
encoberto
pela polidez
e sordidez
da minha falta de coragem

tudo pela hipocrisia
de um equilíbrio dislexo,
sem nexo,
desconexo,
sem sexo.

quero trepar,
quero me dar,
quero,
dar-me
para trepar.

foda-se
a ética moral,
foi-se
a pureza social.
Foda-se,
essa é a razão existencial.
algo será expelido
assim que conseguir
deixar de me amedrontar
com o devir
com o ir e vir
e vir que só o é
quando já está na mente
na cabeça de gente

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a gente alimenta
a tormenta
e encobre
e lamenta o
irritante pensamento e a
infeliz idéia de
ouvir e sentir
o coração cheio de
uma
única
última omerica intuitiva envolvente ardente
Paixão
Ouvi hoje o cassio tocar. As letras dele sempre foram densas, mas agora ele está chegando numa maturidade musical que permite a ele traduzir as formas ritmicas que compõem o mundo e nos mostrar como é a visão de uma pessoa que vê o mundo musicalente bonito. Lindo quando se consegue tirar o feio desse mundo lindo pra quem consegue achá-lo lindo...

escrever é a minha maneira
de me entender
e poder ver
que ao meu ver
o que importa é eu querer,

querer ver
aquele infinito
que não vejo
mas sinto.
e não minto
quando finjo
não vê-lo
somente estou
a senti-lo

sexta-feira, setembro 02, 2005

lendo isso aqui que escrevi percebo porque o Fernando Pessoa fez aquele poema sobre o dizer sem palavras, sobre o se expressar sem alardear, sobre o sentir sem se revelar...
Do sentimento não se fala, se sente.
[...o Amor, quando se revela...]

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Como lidar com uma paixão? encará-la ou simplesmente negá-la? não consigo saber a resposta, a resposta para o meu momento. A cada momento uma dessas respostas pode estar correta, a diferentes momentos essas repostas podem saciar. O anceio pela resposta é o alimento da questão.
Outro dia ouvi dizer por ai que as respostas existem e nós só precisamos encontrá-las, não acho que é isso não, para mim as respostas são criadas para as perguntas que criamos também. Se não criarmos o problema ele não existirá, assim como não existirá também uma resposta para um problema que não foi criado, por isso que as respostas são criadas.
As respostas são criadas para solucionar os problemas brotados das nossas adubações mentais. Adubações cultivadas pela germinação socio-cultural ao qual estamos todos submetidos. Mesmo assim, não consigo saber se tenho que encarar ou negar a paixão, ou as paixões.
Será que a vida nossa é um constante embate entre a frutação e a satisfação de escolhermos uma dessas respostas para as paixões que avassalam e consomem nossas vidas?

segunda-feira, abril 04, 2005

Ai que gostoso que é poder ter uma folha em branco para poder esparramar minhas palavras sem pudor ou qualquer outro tipo de deformidade racional, simplesmente deixar aqui aquelas impressões de uma vida simplória e agradável...
Adorei essa redescoberta do meu blog!!! tô realmente feliz...
oi 2?
Nooooooooooooooooooooooosssssssssaaaaaaaaaaaaaaa

nao to acreditando que meu blog de 2001 está ativo ainda!!!

que beleza!!!